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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Qual é a Capital de Viamão?

Evidentemente Viamão não é um Estado da Federação nem um Pais, como deseja Roberto Pêra em seu folclórico Viamão Incrível. Mas suponhamos que queiramos de alguma forma fazer Viamão realmente mudar, entrar de vez no século XXI. Até agora, infelizmente, apesar dos reconhecidos avanços nas áreas sociais e educacionais em Viamão a cargo do Partido dos Trabalhadores, ainda estamos engatinhando. Fora o site da Prefeitura, a maioria dos integrantes desconhece o poder da Internet por exemplo e muitos poucos a utilizam.


Seria interessante, a meu ver, tratar nossa imensa área territorial (1.494.263 km2), como se fosse realmente um pequeno pais, dividido em Estados. Nesta estrutura, bairros poderiam ser considerados como verdadeiros Estados, independentes e até mesmo com seu time de futebol, sua bandeira, hino e, evidentemente, um “pequeno governo” relativamente independente.

Isso, acredito eu, mudaria consideravelmente os resultados das eleições, visto que estes bairros e vilas teriam verdadeiros representantes da comunidade que poderiam orientar sua população para votar no que realmente precisam. O que vemos é que muitos desconhecidos ganham um cargo de vereador e depois nunca aparecem no bairro.

Eu, como moro na Santa Isabel, evidentemente gostaria que a capital fosse aqui, mas em geral, a capital é onde ficam os bancos, a própria prefeitura, câmara de vereadores entre outros serviços públicos reconhecidos. O Centro seria então a capital de Viamão, o que fecha também pela sua própria estrutura histórica e estar numa situação relativamente segura (afastada das fronteiras).


Imagine uma Vila como a Vila Augusta, que não verdade são três mas que vou tratar como uma apenas chamada de Grande Augusta ou Santa Augusta, já que em Viamão é comum dar nomes de santos a ruas e bairros. Seus moradores, em uma determinada data, obrigados ou não (prefiro esta ultima), votariam em seus representantes numa espécie de conselho local. A este conselho estaria a obrigação de agir como um “verdadeiro vereador”, indo a cada rua, cada casa descobrir os anseios da comunidade. Este conselho teria presença na web, programas em rádios locais e quem sabe, até mesmo um pequeno semanário local e é claro, uma sede.


Desta forma, ficaria mais claro identificar os problemas da comunidade, identificar quem realmente estaria comprometido com a mesma para quando de uma eleição oficial, todo este aparato dar apoio ao mesmo. O que vemos hoje é que muitos eleitos sem a mínima relação com os bairros em que moram, recebem votos de outras vilas, muitos votos muitas vezes comprados ou através de uma campanha ilusória.


Através deste sistema, acredito, muitos moradores veriam com outros olhos suas comunidades e poderiam germinar muitas idéias de segurança, agricultura comunitária, educação, acesso a web etc. Também, num futuro não muito distante poderiam ser criadas equipes de futebol de cada bairro para torneios anuais ou mini-copas de quatro em quatro anos. Além de promover a valorização de seus bairros também fomentaria a cultura local de cada bairro.


Apesar de vivermos num mundo onde querem nos fazer acreditar que a Globalização é a saída, temos visto que não é bem assim. Quando um cai, caem todos feitos pedras de dominó. Acredito que o mundo deva se unir, mas as comunidades locais devem estar acima de tudo e serem valorizadas. Sou contra, por exemplo o atual sistema televiso nacional onde as pessoas “são obrigadas” a assistirem programas de TV de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo. Temos que ter nossas raízes, nossa personalidade própria, nossas lendas urbanas etc, não importando se seja de um bairro mais nobre ou uma vila humilde.Quem conhece os sites de relacionamentos como o Orkut sabe exatamente o que estou pregando. Apesar do alcance planetário, as pessoas querem criar grupos locais, comunidades locais com gente que fala sua lingua, suas girias etc.


Quem desejar dar idéias sobre esta proposta e/ou fazer parte de uma possível execução de algo nesta área, entre em contato.


Silvio Monteiro
3493-2904 / 9898-2904 / silviomonteiro@msn.com / contato@viamaohoje.com.br

terça-feira, 27 de março de 2007

O que poderá ocorrer com Viamão com o Degelo?

É do conhecimento de todos que já começaram as mudanças climáticas em nosso planeta. Alguns cientistas afirmam que isso é causado pela própria ação do homem, seja diretamente ou indiretamente. Por outro lado, alguns dizem que isso seria um ciclo natural da natureza, assim como os dinossauros sumiram devido as mudanças climáticas quando o homem nem sequer existia.

Seja como for, no ultimo Globo Repórter visto por milhões de telespectadores, pode-se ver que já está ocorrendo sim um degelo no Pólo Sul e as rochas já começam a aparecer, dando espaço para uma estranha e nova vegetação (espécie de grama). Se por um lado isso nos promete algo terrível e nem sequer imaginado em filmes de ficção, por outro mostra que Viamão, por ser uma das localidades bem acima do nível do mar, deverá ser uma rota de fuga num futuro num muito distante de refugiados de outras localidades.

ilhotasCom base em algumas cartas topográficas da região, onde as altitudes dos terrenos foram comparadas com a de outros paises, com certeza com o degelo (que não ocorrerá dentro de 10 anos, espero), o mar invadiria a costa leste do Brasil acabando com os municípios litorâneos e invadido o continente até Águas Claras. Itapuã também poderia sumir, principalmente a parte mais ao nível do mar. Entretanto, as comunidades deverão se deslocar para alguns morros próximos, transformando-os em verdadeiras ilhotas.

O centro de Viamão, Viamópolis e Santa Isabel seriam transformadas em ilhotas ligadas por pequenos istimos. Já as vilas como Augusta e Jary poderiam também ficar embaixo d’agua. Evidentemente são apenas cálculos superficiais pois alguma coisa deva ocorrer para evitar ou reduzir o degelo global.

Mas vamos imaginar por alguns momentos que o homem continue fazendo exatamente o que faz todos os dias, ou seja, poluindo, desmatando, explodindo bombas atômicas etc. Na certa não teríamos mais o bairro Santa Isabel e sim a “Ilha de Santa Isabel” . Ao invés de ônibus, embarcações lotadas de um lado para outro. Como o clima teria mudado, haveriam muitos furacões, como nas ilhas perdidas do Pacifico, sem contar as pragas e epidemias.

Apesar de fantástico e assustador, não deixa de ser possível, visto que nunca o ser humano presenciou um degelo catastrófico e mais, se por ventura ocorrer mais uma guerra envolvendo bombas atômicas, como alguns países do extremo oriente já ensaiam, na certa as coisas serão bem piores. Plantações inundadas, animais sem ter o que comer, fome, miséria, violência urbana, mais guerra, invasões de outros países um caos geral. Se hoje, com toda a riqueza que o Brasil possui as coisas já não vão bem, imagine num momento como este?

Mas, vamos imaginar que isso ocorra sim, mas bem lentamente, com as águas chegando apenas até a praça do pedágio, acabando de vez com aquela mazela. Só espero que com esse texto as pessoas não comecem a vender por preço de banana os terrenos em Águas Claras. Gente, isso vai demorar! Isso vai levar anos, talvez daqui a 50, 40, 30 ou....


Silvio Monteiro

Editor do www.viamaohoje.com.br