Depois que fiz este primeiro suposto contato com os seres que habitam a Fazenda Boa Sorte, município de Corguinho – MS, voltei para a sede do acampamento e dormi tranqüilo naquele final de madrugada de segunda. Pela manhã me perguntaram como tinha sido o contato e rapidamente apresei-me em criticar os fatos. Comentei com meus colegas que esperam talvez uma reação mais deslumbrada dos acontecimentos mas foi bem ao contrário. Devo ter sido até rude em dizer que era tudo uma armação com lanternas lasers e vozes emitidas por mangueiras no meio da mata.
Haviam duas meninas, creio de 8 e 11 anos aparentemente que estavam acordadas e ficaram apenas olhando eu esbravejar. Ninguém me criticou como era de se esperar pois esta é sempre a reação de quem chega e tem este tipo de experiência. É tão simples, fácil demais que acaba parecendo algo fantasioso, uma brincadeira que fazem.
E é verdade, pois enquanto os governos investem bilhões tentando com seus radiotelescópios ouvir as estrelas e, de quebra, falar com algum ET mandando um alo, é ali, bem no meio de um serrado onde as pessoas conversam com eles com a maior naturalidade. Eu não falei nada, não quis perguntar nada conforme a gravação que fiz pois infelizmente a coisa não me convenceu.
Naquele dia houve muita conversa com varias pessoas, cada uma com suas duvidas. A equipe que me levou estranhamente ainda não tinha feito contato para receber seu novo compromisso. Não poderíamos sair de lá sem isso e estava preocupado porque era segunda-feira e teria que ser nesta noite (segunda para terça), pois viajaríamos na terça-feira de manha de volta para Porto Alegre.
Mais uma vez sai para fotografar e neste local qualquer coisa sugere algo de fantastico ou sobrenatural, como elevações em forma de piramide (foto acima) e estranhos objetos que lembram discos-voadores sobre o morro (foto abaixo). Mais tarde visitei os "Iglus", construções de alvenaria que estão a disposição de quem desejar morar no local. A tarde, a moça do autofalante chamava todos para mais um trabalho, que seria ficar a observar o céu para ver as naves de GNA. Todos se dirigiram para um local aberto onde havia mosquitos e isso me preocupou, visto que eu não tinha feito a vacina contra a Febre Amarela. O céu estava estrelado, mas havia pequenas nuvens que ora encobriam as estrelas fazendo parecer que piscavam. Algumas pessoas diziam que estavam vendo as estrelas se mover alegando que eram as naves, na verdade era o movimento das nuvens.

Quando chegamos (fomos os últimos a chegar), uma pessoa falou que tinham visto logo no inicio. Voltamos para a nossa residência e nem bem chegamos, antes mesmo de jantar, pelo radio ficamos sabendo que a equipe teria muito trabalho àquela noite e que os já contatados como eu, deveriam ir para um local chamado Bambuzal. Meus colegas ficaram tentando dormir um pouco, porque teríamos que viajar e eles ainda teriam que fazer contato. O tal Bambuzal era longe e a maioria foi a pé. Os idosos eram levados por enormes caminhonetes. Era noite e pelo visto, tratores teriam limpando a área, criando espécie de ruas no meio daquele local. O chão parecia que estava revirado. Ouvia-se muitos ruidos possivelmente de animais noturnos como sapos, macacos, corujas etc.

Bom, eu já estava feliz por ter visto meu “Monstro de Fumaça” ou seja lá o que for.Na verdade não era monstro, era como disse, um ser em forma humana, só que de uns 3 metros de altura totalmente feito de fumaça. Mas teria algo mais para ver, não tão surpreendente, mas curioso.
Voltei e fui direto para o refeitório, pois lá é um verdadeiro centro de convenções onde todos contam o que viram ou que acreditam que tenham visto. Há espíritas, evangélicos, católicos, estudantes, ateus, malucos etc. Claro que pode ter muita gente que gosta de aumentar e outros para se emturmar, acabam inventando coisas. Sentei numa mesa sozinho e ao meu lado quatro senhoras conversavam entusiasmadas sobre algo que me pareceu ser um compromisso de criar um programa de TV. Então uma delas me chamou e começamos a conversar sobre nossas experiências. Três delas eram de Porto Alegre e outra de Bento Gonçalves. Senhoras bem empregadas e pelo que me pareceu, bem instruídas, talvez com nível universitário em razão dos cargos que exerciam em Porto Alegre.
Disse que precisava sair pois teríamos que viajar terça pela manhã, e já era 1:30 da madrugada. Quando estava saindo, encontrei uns colegas voltando com cadeiras de praia porque falaram que esta noite prometia algo interessante. Também me pediram para chamar meus colegas que estavam dormindo porque estava ocorrendo um evento chamado “Barganha” e que eles deveriam participar. A Barganha funciona mais ou menos assim:
Alguns grupos de pessoas recebem uma pedrinha chamada “SS” (nada a ver com Serviço Secreto!). Essa pedra daria direito a essa pessoa de fazer contatos mais aprofundados com os seres. Uma pessoa de posse da pedra a oferece digamos para um interessado por R$ 10,00 ou R$ 50,00. Se a pessoa tiver e achar que vale a pena pagar por esta pedrinha ela paga o valor sugerido ou tenta barganhar. É uma operação um tanto complexa pois nem mesmo um de meus colegas a mais de 10 anos entendeu muito bem a jogada e não adquiriu. Acredito eu que na verdade, a pessoa deveria oferecer até mesmo mais que o pedido, visto que o tal contato seria muito superior, tanto que SS significa “Superior e Sublime”.
Voltei na casa para chamar meus colegas de tal Barganha e resolvi voltar com eles. Mais uma vez entrei no refeitório e agora alguém nos chamou a atenção de que os seres estavam alegando que não estavam se apresentando porque havia muitos "pensamentos impuros" no local, no local todo, o que fez todos se olharem.
Aqui uma explicação. Na verdade, alguns colegas estavam no alto do morro tentando fazer contatos e esta mensagem foi passada para eles, para um pequeno grupo. Mas como todos os rádios ficam ligados em rede, deu a entender que todos no Projeto estavam com pensamentos impuros. Na verdade, apenas o grupo estava. Entende-se por pensamento impuro algo como duvidar da veracidade das coisas, o que rola muito e é muito natural. Segundo dizem, os seres sentem quando não temos esta fé ou sentimento, porque muda nossa aura entre outros fenômenos relatados.
Alguns minutos depois a mesma moça falou que tinha havido o tão esperado contato e que meus colegas tinham recebido o novo compromisso que era de fazer três comercias para divulgar o Projeto na TV. Dois a nível estadual e um nacional. Todos bateram palmas e ficaram radiantes. Resolvi sair e com a lanterna apagada me aproximei de algumas pessoas que estavam com seus rádios ligados. Foi ali que entendi que não eram todos que estavam com pensamentos impuros e sim o grupo no alto do morro. Quando estava chegando, outros colegas me falaram se eu iria mesmo dormir, pois a noite estava recem começando (ja era quase 2 da madrugada). Como eu não iria dirigir mesmo, voltei. Isso é para você ver que devemos estar a disposição e em forma para caminhar muito e dormir pouco. Já deveria ser quase três da madruga o refeitório estava lotado, ainda mais que algumas crianças teriam tirado uma foto de um possível ET!
Cheguei na mesa onde um jovem examina as fotos digitais num laptop. Pelo visto, parecia um rosto estranho, mas nada que alguém não colocasse de propósito ou acidentalmente uma mascara ou fosse apenas um jogo de folhas, galhos e outros objetos. Não tinha corpo e através da maquina fotográfica, filmei a tela do laptop.
Quando estou saindo alguém aponta para o céu e avisa que a nave de GNA esta subindo. Fiquei procurando e de repente notei uma estrela piscar. Isso mesmo, pela altura era uma estrela ou abaixo delas, como um satélite. Mas variava de zero até ficar parecido com uma estrela grande, um pouco abaixo do brilho de Orion. Tentava entender aquilo. Nunca vi satélite piscar. Não era avião com certeza, estava muito alto e se ficasse acessa, poderia afirmar que era uma estrela. Depois notei que se deslocou para a direita ate desaparecer, mas antes estava parada. Tentei fotografar mas não tive condições, era muito pouca luz e sem tripé, impossível. Mais tarde, revendo os arquivos da camera digital, percebi que consegui gravar um pulso de luz. Congelei o video e separei um quadro antes e outro depois do pulso para tentar localizar o objeto.

Voltei no refeitório onde havia uma carta celeste mas não consegui identificar a constelação onde estava. Mas era próxima a lua e por volta das três da madruga. Nunca, mas nunca mesmo vi um satélite piscar daquela forma e estrela não pisca, jamais. Era lento, tipo apagava e depois ia aumentando a luz até um Maximo, que duravam 2 segundos aproximadamente cada ciclo. Mas não apagava nunca, apenas diminui de brilho. Em meio as palmas da plateia uma enorme estrela cadente cruza sobre nossas cabeças e como estava de costas para o sul, a estrela (ou Canopla), teria vindo do leste. Desta vez se me perguntassem se tinha visto uma estrela cadente ou canopla, com certeza diria que era uma canopla, devido ao tamanho e beleza. Confesso que foi mais emocionante de que quando vi o tal ser de fumaça pois naquele momento achei que poderia ter sido um holograma e não senti nenhuma emoção. Mas a tal estrela, se não for algum tipo de satélite, com certeza era um OVNI, o primeiro que vi na minha vida.

Voltei pensando e dormi tranqüilo. Pela manhã quando estávamos nos despedindo, outros dois que ficaram até as 7 da manhã no refeitório contaram que pela manha dois óvnis cruzaram sobre o local, a baixa altitude e eram do tamanho de automóveis indo a direção ao morro São Sebastião, um local onde acredito, possa ter muito mais mistérios. Fotos que fiz com uma câmera digital em zoom máximo, mostra estranhas formações semelhantes a uma construção em ruínas, com amplas entradas semelhantes a portas ou janelas (foto abaixo), bem como desenhos que lembram símbolos egípcios e/ou fenicios (duas fotos acima). Mas isso eu conto no próximo artigo intitulado “Silvio Monteiro em Busca da Arca Perdida”.
Só para lembrar:
No próximo fim de semana, haverá experimentos em Minas de Camaquã – RS bem pertinho desta vez. Não sei se vou mas meu colegas estão fazendo o possível para que eu vá novamente. Seja lá de que corrente religiosa ou cientifica for, vá e divirta-se. Como falei no inicio, ninguém é dono da verdade e num universo possivelmente infinito, impossível somente o impossível!
Ocorrerá nos dia 14, 15 e 16 de Agosto Trabalho de Campo em Minas do Camaquã.
Liguem para agendar o seu lugar no ÔNIBUS e no ALOJAMENTO, a Silvia estará atendendo nos dias:
TERÇA-FEIRA (11/08) - das 20h às 23h
FONE: 9812.9520
Obs.: Solicitamos a colaboração e a gentileza de observar restritamente os horários de atendimento disponibilizados. Para quem utilizar o ônibus ele sairá no dia 14 de Agosto (Sexta-feira) às 16 horas em frente ao Teatro São Pedro (Pça. Marechal Deodoro, s/nº - Porto Alegre).
Não se esqueçam de levar as suas carteiras de identidade.
Retorno Previsto: Saída de Minas do Camaquã no Domingo (16/08) até as 14 horas





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